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Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett Encenação de Adérito Lopes

Uma lição fulcral de Garrett com o seu Frei Luís de Sousa para evitarmos a tragédia em todos os tempos futuros: Importa exorcizar um passado de opressão, para que a nossa consciência não fique encarcerada por esse mesmo passado.

Armando Nascimento Rosa (professor e dramaturgo)

INIMIGOS, de Álvaro Faria
Encenação de Celina M. Ferreira

Inimigos é uma peça cuja acção se assume tão importante como os diálogos. Durante uma batalha indeterminada, dois militares de exércitos antagónicos encontram-se acidentalmente numa ilha deserta. Como afirmam várias vezes, «se não fôssemos inimigos podíamoser amigos.» Mas são inimigos. A personagem Pavlov, inicialmente pensada para um ator, foi, por proposta da encenadora e com o consentimento do autor, atribuída uma atriz - a Pavlov -, introduzindo uma nova camada de leitura sobre a complexidade das relações humanas. Uma reflexão sobre a guerra, o poder e a incapacidade de confiar nos outros.

OS MAIAS, de Eça de Queirós
Enc. de Celina M. Ferreira e Elisabete Pedreira

Os Maias, de Eça de Queirós, retrata a decadência de uma família aristocrática lisboeta ao longo de três gerações, centrando-se em Carlos da Maia, o último herdeiro. Entre festas, salões e viagens, o romance explora o choque entre ideais de progresso, ciência e amor e a realidade de uma sociedade presa a aparências, tradição e inércia moral. O enredo atinge o seu auge com o relacionamento trágico entre Carlos e Maria Eduarda, culminando numa revelação devastadora de incesto que destrói sonhos e ideais. O romance é um retrato crítico da elite portuguesa do século XIX, entre ironia, nostalgia e desencanto.